AMIGOS
F, E Egas MONIZ BARRETTO D’ARAGAO.
A historia porlugueza diz que un dos antepassados da Illustre Familia dos Monizes , postando-se valorosamente ’numa das portas de Lisboa , impediu que os Mouros que a assediavam , entrando n’ella a destruissem.
Sem a obsequiosa amizade dos dous Magnanimos e Dignos Descendenles de taô Illustre Farad, Egas e F rancisco , ô meus carissimos amigos , o Infor tunio , que tantas vezes nesla Europa me poz a vida en cërco teria , cerlamente , nesta ultima assaltada , invadido e acabrunhado una aima jà cançada de luttar, e por mil e mil desastres a cada instante combatida.
A recompensa das bellas acçoens naô a daô os homens , que naô podem bens terrenos pôr-se a par do que é divino. O reconhecimento e a gratidaô qu ’ indeleveis residem na minha aima , saô apenas fraquissimo
Iributo daj'erdade que despreza a adulüçaô , ao Mcrito que a abhorrecc.
Mas la chega un dia o Elerno Juiz que unicà rémunéra as acçoens nobres : — a sua , meus bons .lmigos , sà no Ceo compensar-se pàde ; e , aindaapoz de salisfeito o meu dever , a dclicadeza corn que ella foi praticada, o que mais a distingue e realça , sera p’ra sempre impagavel.
Queira a Eterna Providencia j c oncedendo me inda alguns dias de vida, permittir que taô cedo eu possa satisfazer as minhas obrigaçoens , quaô tarde, à meus bons Amigos , dadeira relribuiçaô lhes seja dada,
La onde Eterna fur dà Gloria eterna.
M -r. RIBËIRO-
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