‹ Romania (volume 2)Chapitre 61 sur 282 · Oraçdts a Nossa Senkora, a · texte numérisé non relu

Oraçdts a Nossa Senkora, a

Vifgero pura, vjrgem pura, Mai de loda a crcalun.

Ben sabemos que pariste !

Todo 0 mundo remiste ; Remistes a mi m, senhora ! j

Sou uma grande pcccadora ; Estou para me ir dcitar, Com tenç^o de me levantar;

ROMANCEIRO PORTUCUEZ J0$

Veio um anjo me diser,

Que estava para morrer. to

Eu n3o estava preparada,

Para dar contas a Deus ;

La no calix consagrado,

La no calix se procura ; (?)

0 meu menino Jésus i \

Esta pregado numa cruz,

Com très cravos encravados,

Para sempre. Amen Jésus !

Quem esta oraçâo dissér

Um anno continuadamente, 20

Teri tantos annos de perdiio,

Como de areia ha no mar^

E no campo de flores. [diga ; (sic)

Quem esta oraçâo nSo souber, nâo a

Quem a ouvir, nâo a aprenda ; {sic)

Là vira 0 dia de Juizo, 26

Que sua aima se arrcpenda I

Ja o sacrario esta aberto,

J4 0 Senhor là esta dentro,

Jà os atijmhos 0 adt^ram, }0

Santissirao Sacramento !

Jésus da bella cruz !

Para sempre. Amen Jésus !

(Lisboa.) b. Com Jésus me deito, Com Jésus me levante, Pela graça do divino Espirito Santo.

Nossa Senhora me cubra Com o seu divino manto. 5

Se eu bera cuberta fôr, N3o terei medo nem pavor, Nem d'aquillo que mâo fôr.

Nesle leito em que me eu deito, Acharei quatro anjos, to

Dois aos pés, dois a cabeceira, Nossa Senhora na dtanteira, Jésus crucificado, Filho da virgem Maria, Guardai-me esta noite, 1 )

E amanhâ por todo 0 dia ! ^

(Lisboa.)

t. Excellente.

2. Cf. Coelho, Romances popularcs e rimas^ etc., in Ziiischr, j. rom. PhiL III, 194

io6

Z. CONSIGLIERI PBDROSO

Nossa Senhora da graça,

Fez um milagre no Moote :

Pedio-Ihe o c menino > agoa,

Logo se abrio uma foste 1

A fonte era de prata, $

A agoa era de cheiro,

0 menino era santo,

Fil ho de Deus verdadeiro.

(Lisboa.)

Nesta cama me deitei,

Sete anjos nella achei ;

Très aos pés, quatre à cabecein,

Nossa Senhora na dianteira.

Ella me disse 5

Que dormisse ; [coasa ;

Que nao tivesse medo de nenhuma

Se eu dormisse, acordava-me ;

Se eu morresse, accompanhava-me ;

Corn as très pessoas da Santissima

Em nome de Deus padre, [Trindade,

De Deus filho,

E de Deus Espirito Santo I

(Lisboa.) 8. Orafffo ao deitar.

Senhor ! deitar me quero.

Nâo sei se amanhecerei ; Confesso-me e sacramento [sic) Para viver na vossa lei.

Nesta cama me vou deitar, j

Para a minha aima repousar.

Se a morte» me vier buscar, Que eu nâo possa fallar, Possa eu dizer « Jésus 1 »

Très vezes « Jésus! » 10

Para minha aima se salvar.

Cruz preciosa 1 Cruz bemdita !

IJ

ao

No ceo estas eicripta,

Na terra allumiida,

Todos os anjos do oeo,

Acompanbem mioha aima I

Jésus seja comigo,

E eu com elle;

Elle adiante,

E en atraz d'elle ;

A cruz do Senhor

Se deite sobre mim ;

Quem nella padeceo

Responda por mim. 25

(Lisboa.) 9. Padn nosso peqmamK a.

Padre nosso peqnenino I Quando Deus era menino, POe a chave no divino {ùc).

Quem a pôz, quem a poria ?

Foi a Santa Magdalena. 5

Cruz do monte ! e cruz da fonte I Nunca 0 demonio me encontre, Nem de noite, nem de dia, Nem â hora de meio dia.

a 0 gallo cantou, 10

Jâ 0 menino se alevantou, Jà 0 Senhor esta na cruz.

Para sempre. Amen Jesns !

(Lisboa.) **.

Padre nosso peqnenino !

Quando Deus era menino, Que andava pelo mar, Com très Marias a par ; Uma era Paschoa Flôr, $

Outra Paschoa Leonor, Outra Paschoa Indua (sic) ; Là vem SSo Braz da India, SSo Braz, Saota Luzia ; Tende mSo da minha tarefa, 10

1 . Dictâram-m'a como uma oraçâo, se bem que mais pareça 0 fragmento de um c romance sacro ».

2. Cf. Coeiho, Romances populares etc., Zeitschr. /. rom. PhiL III, 194. Tanto esta oraçâo como as duas anteriores foram-me dictadas por Francisca da Piedade, de Lisboa, criada de minha maï.

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