Oraçdts a Nossa Senkora, a
Vifgero pura, vjrgem pura, Mai de loda a crcalun.
Ben sabemos que pariste !
Todo 0 mundo remiste ; Remistes a mi m, senhora ! j
Sou uma grande pcccadora ; Estou para me ir dcitar, Com tenç^o de me levantar;
ROMANCEIRO PORTUCUEZ J0$
Veio um anjo me diser,
Que estava para morrer. to
Eu n3o estava preparada,
Para dar contas a Deus ;
La no calix consagrado,
La no calix se procura ; (?)
0 meu menino Jésus i \
Esta pregado numa cruz,
Com très cravos encravados,
Para sempre. Amen Jésus !
Quem esta oraçâo dissér
Um anno continuadamente, 20
Teri tantos annos de perdiio,
Como de areia ha no mar^
E no campo de flores. [diga ; (sic)
Quem esta oraçâo nSo souber, nâo a
Quem a ouvir, nâo a aprenda ; {sic)
Là vira 0 dia de Juizo, 26
Que sua aima se arrcpenda I
Ja o sacrario esta aberto,
J4 0 Senhor là esta dentro,
Jà os atijmhos 0 adt^ram, }0
Santissirao Sacramento !
Jésus da bella cruz !
Para sempre. Amen Jésus !
(Lisboa.) b. Com Jésus me deito, Com Jésus me levante, Pela graça do divino Espirito Santo.
Nossa Senhora me cubra Com o seu divino manto. 5
Se eu bera cuberta fôr, N3o terei medo nem pavor, Nem d'aquillo que mâo fôr.
Nesle leito em que me eu deito, Acharei quatro anjos, to
Dois aos pés, dois a cabeceira, Nossa Senhora na dtanteira, Jésus crucificado, Filho da virgem Maria, Guardai-me esta noite, 1 )
E amanhâ por todo 0 dia ! ^
(Lisboa.)
t. Excellente.
2. Cf. Coelho, Romances popularcs e rimas^ etc., in Ziiischr, j. rom. PhiL III, 194
io6
Z. CONSIGLIERI PBDROSO
Nossa Senhora da graça,
Fez um milagre no Moote :
Pedio-Ihe o c menino > agoa,
Logo se abrio uma foste 1
A fonte era de prata, $
A agoa era de cheiro,
0 menino era santo,
Fil ho de Deus verdadeiro.
(Lisboa.)
Nesta cama me deitei,
Sete anjos nella achei ;
Très aos pés, quatre à cabecein,
Nossa Senhora na dianteira.
Ella me disse 5
Que dormisse ; [coasa ;
Que nao tivesse medo de nenhuma
Se eu dormisse, acordava-me ;
Se eu morresse, accompanhava-me ;
Corn as très pessoas da Santissima
Em nome de Deus padre, [Trindade,
De Deus filho,
E de Deus Espirito Santo I
(Lisboa.) 8. Orafffo ao deitar.
Senhor ! deitar me quero.
Nâo sei se amanhecerei ; Confesso-me e sacramento [sic) Para viver na vossa lei.
Nesta cama me vou deitar, j
Para a minha aima repousar.
Se a morte» me vier buscar, Que eu nâo possa fallar, Possa eu dizer « Jésus 1 »
Très vezes « Jésus! » 10
Para minha aima se salvar.
Cruz preciosa 1 Cruz bemdita !
IJ
ao
No ceo estas eicripta,
Na terra allumiida,
Todos os anjos do oeo,
Acompanbem mioha aima I
Jésus seja comigo,
E eu com elle;
Elle adiante,
E en atraz d'elle ;
A cruz do Senhor
Se deite sobre mim ;
Quem nella padeceo
Responda por mim. 25
(Lisboa.) 9. Padn nosso peqmamK a.
Padre nosso peqnenino I Quando Deus era menino, POe a chave no divino {ùc).
Quem a pôz, quem a poria ?
Foi a Santa Magdalena. 5
Cruz do monte ! e cruz da fonte I Nunca 0 demonio me encontre, Nem de noite, nem de dia, Nem â hora de meio dia.
a 0 gallo cantou, 10
Jâ 0 menino se alevantou, Jà 0 Senhor esta na cruz.
Para sempre. Amen Jesns !
(Lisboa.) **.
Padre nosso peqnenino !
Quando Deus era menino, Que andava pelo mar, Com très Marias a par ; Uma era Paschoa Flôr, $
Outra Paschoa Leonor, Outra Paschoa Indua (sic) ; Là vem SSo Braz da India, SSo Braz, Saota Luzia ; Tende mSo da minha tarefa, 10
1 . Dictâram-m'a como uma oraçâo, se bem que mais pareça 0 fragmento de um c romance sacro ».
2. Cf. Coeiho, Romances populares etc., Zeitschr. /. rom. PhiL III, 194. Tanto esta oraçâo como as duas anteriores foram-me dictadas por Francisca da Piedade, de Lisboa, criada de minha maï.