Sur la révolte de Abou Mahalli, V. /" note
Série, Pavs-Bas, t. II p. 20, Sommaire et 3. D.Jorge Mascarenhas avait succédé en
notes 4 et 6 ; Doc. LIV, p. 117 ; Doc. i6i5àHcnrlqueCorreadaSilvacommegou-
CLXVII, p. 44o ; France, t. 11, p. 5^1 . verneur de la place de Mazagan; il remit
M. Jacqueton, dans son Inoenlaire des son commandement en septembre 1619 et
archives espagnoles du gouvernement yénéral rentraenPortugaloùPhilippellllefitcomte
de l'Algérie, a cru que les documents classés de Castello Novo. V. Da Clnha, Mem. para
sous la rubrique Papeis autenticos de como a Hist. da praça de Mazagâo pp. 63, 63.
perdeo a batalha Muley Zidam se rappor- 4. Sur la révolte de \ahia ben Abdallah
talent à l'insurrection de Abou Maballi on ne trouve que fort peu de renseignements
(p. 93, n<"> 489-491)- '^"t à;mi les sources imprimées que dans
2. Sur ce personnage, \. supra, p. 18, les sources manuscrites.
PROCES-VERBAUX DES CONSEILS TEXLS A MAZAGAN 21
assiégé. — Instructions aux officiers de Maza<jan en précision d'une alerte; envoi d'une frégate à Saji pour proposer au Cher if le rachat des captifs. — Diaz Faleiro est désigné pour partir avec celte frégate.
Primeiro assento que se tomou nesta matcria.
Em Mazagâo, aos seis dias do mes de Janeiro, no anno de mil e seiscenlos e dezanove, nos aposentos do senhor Dom Jorge Mascarenhas, do consclho de Sua Mag''% veador de sua casa real do reyno de Portugal, e seu capitâo gérai e governador desta dita A'illa etc., pelln dilo Senhor foi mandado \'iv por ante si os officiacs dafazenda de Sua Magcstade, guerra c jusliça, procuradores do povo e outras pesoas délie abaixo assinadas, aos quaes, estando présentes, disse :
Que esta noitc, que forâo cinco de Janeiro do dito anno, Ihc viera hum Mouro de nova, e, entre as que Ihe dcra, Ihc disscra que o Cassis ' dera batalha a Mulcv Zidam, a quai durara dons dias, e que, no fini délies, foi Muley Zidam desbaratado e roto, perdendo muita gente; e que se sahira da batalha com dous alcaydes, com os quacs se retirara a Zafim, onde tinha sua molher e filhos; e que o Cassis fora em seu seguimcnto. e que o tinha cercado, e que do seu exercito apartara huma almahala com hum alcayde seu, o tpial mandara a esta a Duqucla, seis leguoas desla prassa ; e que juntameule llie dissera que o dito cassis se nâo queria alansorear" por rey, e que Marrocos esta va ainda por Muloy Zidam, cspcrando a resoluçâo do cerco.
E que os mandava cliamar pera dous ('(Teilos. O primeiro que era encomendar aos capitâes das companhias a vigilancia do muio. e que nos rebafes Ihe nâo deixem passar a gente de pee dos valos do meyo pera fora, e Ihe tenhâo os soldados recolhidos nos rebelins. E ao adalid, que, andando a gente de cavallo trabalhando no campo, havendo rebate, llia trouxesse sem pararate onde cstivesse o guiào délie dito S"'. E a lluy Diaz da \ eiga, veador das obras, pera c|ue, com a gente délias com mais alguns homens, reibrmassen os valos, e que, com o meslre da carpintaria, vissem a artclhaiia toda e a refor-
ben Abdallah. On sait que ce personnage I. Cassis ^j^. (■:,->l le nom donnr par ^^.^jj ^^ j,^^,,^ ^^,^^^^^^ ^1,, ^.[^(^
les Arabes aux pnHres cl particiiliiremcnt y.. .-U«nsorpnr. Civcrbcupii nnfigiiredans
au\ prêtres chrétiins. Il désigne ici Vabia aucun dictionnaire a le sens de : acclamer.
93 fi-a-y JANVIER l6lf)
massein bem, com o condestavel, que a tivesse lestes e aparelliada pera o que fosse necessario.
E o segundo efTeito era comunicarlhe que llie parecia boa ocasiâo, pois o tempo estava bonança, niandar a fragata pequena a Zafim, porque Ibe parecia boa ocasiâo cm que podia Muley Zidam, pello apreto em que estava, dar os cativos que linba consigo pera se valer do dinheiro délies, porque, quando os quisesse dar, o queria emprestar a redençâo; e, trazendo disso aviso a fragala, mandaria a urqua que estava neste porto a este cITeito.
E pelles ditos foi respondido que tudo o tocante as prevençôes Ihe pareciâo muy bem assertadas e necessarias: e que. no tocante ao particular de ir a fragata. Ibe parecia tam bem, pella ocasiâo em que se acbava Muley Zidam, a sombra da quai jiodcria efeiluarse o negocio da liberdade dos cativos ; e que, pois Muley Zidam tivcra sempre lâo boa correspondencia com este lugar, Ibes parecia que juntaniente Ibe dévia escrever, aleni da niateria dos cativos, ofTrecendolhe em nome de Sua Mag''" o que Ibe fosse necessario desla forssa em esta ocasiâo. E todos nomearâo pera isso e poder ir na dita fragata a Francisco Diaz Faleiro, por ser muito pratico na lingoa aravia e nesta costa, e aver estado por duas veces em Zafim.
De que mandou o dite S°' fazer este termo, que assinarâo todos com elle.
E eu, Domingos Ferreira Taveira, tabeliâo, o escrevi.
Dom Jorge Mascarenbas — Joam Gomez de Lemos — • Antonio Gil Lobato — Salvador Uodrigues do Coulo — Pedro Rodrigues da Costa — Francisco Barreto d'Almeyda — Francisco Caldeira
— Pero da Sylva da Cunba — Luis de Sàopayo — Alfonso Leitâo
— Vicente da Cunba da Costa — Bras Gonçalves — Nicolao Caldeira — Fernâo Gonc^-alves — Miguel de Sousa — Dioguo Gomes — ■ Nicolao Barriga — Matbeus Valente — Pero Valente da Costa
— Antonio Gonçalves Colta — Ruy Diaz da \eiga.
Copia du caria que Icvou Francisco Diaz a Muley Zidam, escrita
na aravia por ilnin Francisco', iiicu filln). a (jiial contem o pezame de aver perdido a batallia, on'crcccndollit^. em nome de Sua Mag''", o que cuver nesta forssa, e pedindolhe que, pois alli Ihe nâo sâode proveito os cativos que tem cm seu poder, os queira pur em preço
e resgatar".
Lettre de Moulav Zidan a D. Jorge Mascaremias.
./ remercie Mascarenhas de la part ij ne celui-ci a prise à son malheur. — // a essuyé une nouvelle défaite, mais, depuis, il a remporté la victoire et s'est emparé de l'artillerie de Yahia ben Abdallah. — // est prêt à rendre les captifs espaijnols moyennant rançon. — // demande quon lui envoie de la poudre.
Safi, 22 I Moharrom] loaS-i) janvier lOïC)^.
Copia da reposta de Muley Zidam. que mandou na aravia, e tirada por seu secretario em nossa linguoa' da aravia, e com o seu sinal, e esta rubricada ' por elle.
Dom Jorge Mascarenhas, del consejo de Su \Iag'', veador gênerai de su casa, capitan gênerai y governador de la villa de Mazagan. salud y paz en nuestra casa y en toda vesti'a gente.
La vestra recibi por Francisco Diaz Faleiro oy, niiercoles, por la quai acabe de cntender la anilstad y ainoi- cpie me leneis, y, por las obras y buen conocimiento que de v os tengo del pesar que recibistes
1. Francisco Mascarenhas possédait très de l'hégire 1028 (V. p. 24); or le çi janvier bien la langue arabe, comme on le verra 16 iq, d'après les tables de concordance, par la suite. correspond au 32 de Moharrem 1028.
2. Cetteleltren'existeplusdansledossier 4. Em nossa linguoa, c'est-à-dire en lanconstitué par les Papeis autcnticos. guc espagnole, comme on peut le constater.
3. Cette restitution est faite d'après les Le secrétaire qui a constitué le dossier dedonnées suivantes : lalettrea été écrite entre vait être un Espagnol.
les 6 et 12 janvier l6ig, dates auxquelles 5. 11 s'agit de ce signe de validation
seréunit le Conseil, et de plus un mercredi, ,
soit le mercredi 9 janvier. D'autre part elle (togbra Sj^k) placé on tête des lettres
a été écrite le 2 2"= jour delà lune de l'année chérifiennes.
desta desgracia que el S"'' foi servido darnos, estoi en mas conocimienlo. La ocasion desta desgracia fue que hize de mi gente très repartimenlos, y el uno fue dexar un tercio dellos en Marruequos, y el otro mandarlo con mi madré y hacienda a Zali, y el olro truxe comigo. Quando fue el S°' servido que jueves ' de maûana parti con mi rcal, fuiavisado que elenemigo dio en el cainpo de mi madré. Dexe el real niarcliar solo, y acudi con aiguna gente de a cavallo que podia tener. por ir mas pi'esto, donde fue a desgracia que hallamos el enemigo delante, forlificado con catorce o quince mil liombres de infanteria. con seis mil de cavallo. todos de escopetas, y una cahilda que se nos rebelo, que se diz Haliamana'. Hallamoslos fortificados, donde fue el Senor servido de cumplir su voluntad con poca pei'dida. Morieron dos alcaydes, veinte o quarenta de los nuestros cautivos, y no sabemos si son muertos o vivos.
Este lunes passado, les tuvimos otra batalla, con que les tomamos su artelleria con victoria nuestra, y eslamos confiados en Dios que presto tendremos otra, como puede.
Négocie de los cautivos, hare en ello toda su voluntad. como vos ordenares.
iNlunicion v pohora nos liara ^ . M' merced aver deste iVances o flamenco que alii esta, que bien sabemos que vos no lo podeis dar, sino que sea iutercisornuestro para averlo ; ycmbiarnosloluegocon su criado. Francisco Diaz Faleiro.
Y con esto, Dios lo guarde, como puede.
Oy a veinte y dos dias de luna, aùo de mil y veinte y oclio.
En posl-scvipturn. Y a esta buclta de Francisco Diaz, trataremos nuestros negocios mas despacio. porque el esta de priessa, y nos ni mas ni mcnos, como el proprio ve.
Rapport de Francisco Diaz Faleiro sur son voyage a Safi.
Incidents qui ont retardé son départ pour Safi. — Il a débarqué à Safi
I. Probablement le jeudi précédent, 3. /?a/iamana. la tribu des Reliamna qui
c'est-à-dire le 3 janvier. campe au N. 0. de Mcrrakech.
PnOCÈS-VERBAUX DES CONSEILS TENUS A M.VZAGA.N 2 5
après avoir obtenu un sauf-conduit. — Il a remis les lettres de Masrarenhas à Moulay Zidùn: entretien tju'il a eu arec lui. — Déclarations du Chérif au sujet des captifs. — Sihje de Sa/i ; nombre et situation des assié'jés. — Arrivée d'une ambassade française à Sa/i. — Intentions du Chérif et projets de Vakia ben Abdallah. — Audience de congé de Dias Faleiro.
[Mazagan, la janvier iGu)]'.
Declaraçâo que fez Francisco DIaz, quando veio de Zafin.
Primeiramente disse que o dia que daqui parlio que iiào puJera fazer viagem, por re/.ùo de aver visla de luim navio que dcra fundo, e desarvorara a IVagala ate que o perdeo de visla ; e que ao anoitecer se fez a vella, con tam l)om tempo, que amanheceo no eabo de Canlim.
Disse mais que, despois de dohrar o dito cabo, teve vista de dous navios surtos na baliia de Zafim, e que, querendo os da fragala nûo il' por (liante, os persuadio que os navios estavâo largos de Zafîm. e que. lundo elles costeando, liies nào podiâo fazer nojo, senào com lanclias, e que elles erâo mellier que elles.
Disse mais que. liindo assi costeando e fazendo seu caminlio junlo as muralhas de Zafim, vira gram copia de gente e bandeiras que Ihe capearâo, e que, chegando a terra a fallar com elles, llies pregunlarâo que gente era e que buscava, e que. respondendo elle que Muley Zidam e que ihe Irazia carias, llias pediâo. dizendollie que ali eslava, e que, neste comenos, llic atirarào da cidade huma pessa e Ihe capearâo com huma handeira. E que. alargandose da terra, hindo a cidade, reconhecendoos que erâo (Ihrislâos, viera a praya o alcayde Abgib'; e, dizendolhe que le\ava carias pera Muley Zidam, foi-a a cidade e Ihe Irouxera seguro por escrilo. com o quai desembarcou.
I. Il ist (lit plus bas (^'. p. i."), iiole 2. Abgib. le caïd Adjib, renégat espai) que la frégate sur laquelle se trou- gnol, esclave de Moulay Zidàn. Il fut cuvait Faleiro revint au bout de six jours et voyé & Salé vers 1626 pour remplacer Ezl'on sait qu'elle était partie au plus tôt le Zarouri comme caïd des Hornacheros et fut 6 janvier. D'autre part le conseil du ta massacré en 1627. Cf. Ei.-Ouiràm, p. janvier se lient le jour même du rilour de /)3g,ct ci-dessous Introduction critique : I^cs iJia/. KaJeiro, V. p. 28. .Moriscos à Sale, p. lyi et notes 5 et 6.
Que lia porta da cidade acliara o alcayde Agcna' e outros .Mouros, e com elles Judas Levy, Solimâo Ben Aiete, e Jacob Ahim, judeus^; e que todos o levarâo a El Rey, a quem dora a caria que levava, fazendoUie particulares honras e favores, e que forâo de qualidadc que lodos se maravilharâo disso.
E preguntado que Ihe dissera, ou que preguntas Ihe fixera, disse que llie preguntara por Sua Mag''" e pello senlior Capitâo e pella sua casa, e, em particular. que navios liavia em Mazagâo, e que Ihe respondera que huma urqua framenga de trinta pessas de arfelharia.
Declarou mais que, dcpois destas praticas, Ihe mandara vir perante elle os nove cativos de Mazagfio e oito molheres e alguns meninos, e que logo mandara teirar os ferros aos cativos de Mazagâo, dizendoliie que. no particular do resgate. faria tudo o que o senhor Capilào quisesse. e que assim Iho escrevia e que voilasse logo com reposta, porque com ella eireltuaria logo o resgate.
Declarou mais o dito Francisco Diaz que de noite e de dia peleijavâo com o enemigo, e que era o serco tâo apretado, que todo o dia estavâo en arma, e que o mcsmo Muley Zidam trazia de ordinario a escopeta na mào.
Preguntado mais o dito Francisco Diaz que gente tinha dentro, disse que obra de mil e quinhentos soldados e quatrocentos cavalos.
E preguntandolhe de que cousas tinliâo falta, disse que de municôes, e que era tâo grande a falta délias, como se veria da mesma carta que trazia del Rey. e que, em particular, a tinhâo de lenha, porque nem para o comer del Rey a havia, e que. por eslos respeitos, entendia que nào podia sustentar o cerco muitos dias.
Declarou mais que havia chegado a Zafim huma settia de Franceses, com hum embaixador, que era gente lucida', que Ihe mandara varar a setia em terra, e que estavâo bem emfadados.
Disse mais que os dous navios que estavâo na baliia que nào
1. Agena. V. p. 353, note i. tre au Chi'rif de se séparer de ses familiers
2. Moulay Zidàn avait toujours des Juifs juifs. Cf. r' Série. Angleterre, We/ai/on de dans son entourage, ce qui indisposait le fa- J. Harrison. 1627, et Pays-Bas, t. I, p. 3^.^, natisme musulman. Ce fut une des causes de note 3.
la révolte de Abou Mahalll. Par la suite, 3. Cet ambassadeur français était vrai-
quand Yahia ben Abdallah, vainqueur du scmblablemcnt le chevalier Isaac de Razilly.
rebelle, entra dans MerralvRch, il fil promet- V. poç. W, p. 100
PltOCES-VERBALX DES CONSEILS TENXS A AfAZAGAN 2"
erâo navios de força, y que ouvio dizer que vendciâo alguinas armas e muniçôes e que traziào inuitos asucares, que enlendia que erâo Ingreses, e que sairâo alguns a torra. a conscriarllic a artelharia.
E preguiitado o dito Francisco Diaz que entendera dos Judeus aserca do desenho com que csta\ a Muley Zidam, disse que Ben Avole llie dissera que deseja\a de virem navios em que se poder passar a Sale, com seu thesouro que era grande : e que afirmavâo que o Cassis delerniinava depois de entrar a cidade ou embarcar Mulev Zidaïu. som entrar em Marrocos, passar pella a Duquella. e enti'ar a Xauiiia'. e pur cerco a Mamora, e daiiivoitar acoroarse em Marrocos.
Disse mais que se dcspidira del Rey a quinla feira^, e que Ihe dissera: « ,; Francisco, quando poderas a(jui voltar a tratar dos cativos? » e dizendolhe que aie domingo^ Ihe respondcra : « E se o fizeres assi, tudo o que o Capitâo quiser farei de boa vontade. »
Disse mais que, dandollie a carta que levara escrila na aravia, Ihe preguntara quem escrevia aquellas cartas, e, respondendolhe que hum lillio do Capilào *. o festejara muito.
Procès-verbal de la séance du 12 janvier 1619.
DéliliénUion au sujet de In lettre de Moulay Zidân à Mascnrenhas. — On fournira au Chérif trois ou quatre quintaux de poudre pris dans les magasins de Mazacjan. — Francisco Mascarenhas ira avec trois navires négocier le rachat des captifs. — Le P. Francisco Manoel a refusé de fournir l'argent nécessaire à ce rachat, déclarant ijud n'avait pas de fonds à cet effet.
Assento que se tomara sobre a caria de Muley Zidam e dito de Francisco Diaz, e resoluçâo que se tomou.
Em Mazagâo, aos doze dias do mes de Janeiro do anno de mil seiscentos e dezanove. nos aposentos do senhor Dom Jorge Mascarenhas, do conselho de Sua Mag''", veador de sua casa real do