Superstiçâo
Z. CONSIGLIKRI PEDROSO
SJ.
D'onde vindes, Sâo Joâo, Que vindes tlo molhadinho?
« Eu venho d'aquella horta, c De regar o cebollinho. i
(Idem.) Até os mouros na Mou rama Festejam o Sâo Joâo !
Correm cavallos e touros, Com cannas verdes na mâo *.
Dâ pequena pancada, Rei mouro !
Nâo quebres a espada.
Que é d'ouro > !
(Idem.)
Que é aquillo, Que no céo branqueja?
c E' Sâo Joâo t Na sua Egreja. i
(Idem.)
Que é aquillo,
Que no céo lûz ?
c E' Sâo Joâo
c Com a sua cruz. >
(Idem.)
Oh ! meu rico Sâo Joâo I (^uem vos metieo entre as flores ?
c Foram as donzeilinhas, « Que nâo tèm outros amores ! v (Idem.)
S9- Oh ! meu rico Sâo Joâo !
Quem vos metteo entre cravos?
f Foram as moças donzellis, c QvLt nâo tèm outroi coidados I i (Idem.)
Oh ! meu rico Sâo Joâo I Quem vos metteo entre as rozas? c Foram as donzeilinhas, c Que sâo muito cuidadosas !
(Idem.)
Levantaram-se as très Marias Na ooite de Sâo Joâo, Foram vèr se 0 cravo branco * Estava aberto ou nâo :
Âcharam-no fechadinho, (
Pozéram-se a chorar, Disséram umas para as outras :
c Nâo havemos de casar 1 « Casaremos, nâo casaremos, c Sâo Joâo festejaremos 1 >
(Idem.)
Orvaihadas^ !
Minhas orvalhadas !
Viva 0 rancho Das moças casadas i Orvalhadas ! $
Minhas orvalheiras 1 Viva 0 rancho Das moças solteiras !
Orvalhadas !
Minhas orvaihudas ! 10
Viva 0 rancho Das mulheres viuvas !
(Idem.)